Governo quer auxilio de transição para aqueles que não receberão novo Bolsa Família

Por Guilherme Kalel e Vanessa Rezende
Do G7 Informe
16/10/2021 | 7h

O governo federal deve implementar nos próximos meses o novo Auxilio Brasil.
O programa social vai substituir o atual Bolsa Família, com algumas modificações.
Mas parte dos auxiliares do Presidente Jair Bolsonaro, estão preocupados com uma coisa.
20 milhões de pessoas que hoje recebem o Auxilio Emergencial, ficarão desprovidas de renda promovida pelo Governo.
E a pandemia ainda não acabou, ela segue, apesar de baixas restrições.
Os efeitos que ela trouxe são a longo prazo, e com isso, a situação dessas famílias pode se agravar.

O que parte da equipe defende, é que essas pessoas sejam colocadas num auxilio de transição.
Um benefício que seria pago a elas, até dezembro de 2021, para que em 2022, já entrassem o ano sem ajuda federal.
Assim, daria também tempo de se implantar o Auxilio Brasil, de maneira mais tranquila.

Desde abril do ano passado, o governo federal discute um novo Bolsa Família.
Mas até agora, o novo programa não entrou em prática.
O Congresso ainda tem que votar, medidas que iriam criar meios de fazer com que o programa tivesse viabilidade.
Porque nesse momento, não existem recursos que garantam sua manutenção.
É preciso aprovar, de onde virão as despesas que irão custear o novo auxilio, ou isso poderia se transformar em crime de responsabilidade do governo.

Mas enquanto Bolsonaro não resolve esse impasse, ele precisa tentar garantir sua popularidade.
Com isso, encontrar uma fonte de renda para manter esse auxilio de transição.
Que deve custar, de R$ 150,00 a R$ 250,00 por família.
Médias hoje pagas no Auxilio Emergencial, que terá sua última parcela creditada agora em outubro.