Crise hídrica – Cidades de SP enfrentam racionamentos por falta de chuvas

Por Vanessa Rezende e Cecília Trabuco

Do G7 Informe – 09/09/2021 | 11h45

1,3 milhões de pessoas moradoras do estado de São Paulo, já convivem com a escassez de água.
São hoje, 16 cidades que adotaram o esquema de racionamento para tentar combater a crise hídrica que assola o estado.
Muitas dessas cidades localizadas no interior, e com população acima de 100 mil habitantes.

Em Franca, uma delas.
A cidade de 358 mil moradores, está afetada desde 2 de setembro com um esquema de rodízio.
O esquema estava programado para seguir até 17 de setembro.
Reservadamente, a Sabesp já assume a posição de ter que prorrogar o racionamento na cidade.
Sem chuvas, falta água para chegar as torneiras de todos, e o racionamento é necessário.

Em São José do Rio Preto, os moradores convivem com um problema crônico.
A cidade de 489 mil habitantes, tem racionamento desde abril.
E por lá, isso está longe de acabar.
Todos os dias, das 13 as 18h, o fornecimento de água é interrompido na cidade, que não tem chuvas há 3 meses.

Em Valinhos, também tem faltado água.
Um dia sim outro não, a Prefeitura tem adotado um esquema de racionamento.
O mesmo acontece com outras cidades da região.

O problema dessa crise é natural, a falta de água por conta da escassez de chuva.
Mas poderia ser melhor resolvido.
Se as empresas investissem o necessário em novos sistemas de captação, talvez a população não precisasse passar por isso.
A consciência é outro problema, talvez o maior deles.

Pelas ruas de São Paulo, é fácil ver pessoas lavando calçadas e quintais, em pleno calor.
Num momento em que, o uso da água deveria ser feito com consciência para que alguns não tenham e a maioria fique sem.

Edição – Guilherme Kalel