Fiesp suspende manifesto após ação de Arthur Lira, TCU cobra explicações da Caixa e do Banco do Brasil, sobre saídas da Febraban

Por Guilherme Kalel

Do G7 Informe – 30/08/2021 | 17h55

O Tribunal de Contas da União, levantou questionamentos a Caixa e ao Banco do Brasil hoje, sobre suas saídas da Febraban.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que divulgaria hoje um manifesto em defesa da pacificação entre os poderes no Brasil, pivô de toda essa crise, suspendeu a
publicação.
Enquanto o país passa por mais uma crise, os poderes políticos se alinham ou desalinham, nas linhas constitucionais.

No final de semana, Caixa e Banco do Brasil, anunciaram que iriam sair da Federação Brasileira dos Bancos, Febraban,
por discordarem do movimento, que a entidade fez em parceria com a Fiesp.
No movimento, bancos e outras indústrias pedem a pacificação do país, e alertam para os graves problemas econômicos que o Brasil atravessa.
Para a Caixa Econômica Federal e o BB, não existem problema algum na economia brasileira.
Por isso a discordância.
Os bancos públicos optaram por deixar a Febraban, acusando a instituição de fazer movimentos políticos.
Quando na verdade as ações políticas estavam sendo executadas pelas duas empresas financeiras.
Os bancos querem criar uma associação própria, e que defenda a gestão Jair Bolsonaro.

Por conta de um grande mal-estar que tudo isso gerou, o Presidente da Câmara Arthur Lira entrou em ação.
Depois de muitas reuniões e conversas ele conseguiu impedir que a Fiesp publicasse o manifesto, nos principais jornais do país.
Mesmo que não tenha sido publicado oficialmente, os jornais tiveram acesso ao documento.
Muitos deles como O Sul, Estadão, Folha de S.Paulo, entre outros, tornaram público o movimento.

O TCU quer saber, as motivações da Caixa e do BB por trás das atitudes de deixarem a Febraban.
O Tribunal de Contas da União, considera ilegítimo que os bancos defendam uma gestão política, quer quem que seja ela.
E defende transparência em números e nos atos das entidades financeiras.