Governo faz pressão para reajuste menor nas contas de luz, valor deverá beirar os R$ 15,00

Por Guilherme Kalel e Vanessa Rezende

Do G7 Informe – 27/08/2021 | 15h43

O governo federal passou a sexta-feira, em reuniões entre o Presidente Jair Bolsonaro, Ministros de Estado e um gabinete de crise para o problema da energia elétrica no Brasil.
O motivo da reunião, era acertar os novos valores de cobrança extra na conta de luz, que serão feitos a partir de setembro.
A Agencia Nacional de Energia Elétrica, Aneel, defendia um reajuste tarifário na bandeira vermelha, dos atuais R$ 9,40 para cada 100 KWH consumidos, para R$ 19,00.
O reajuste gigantesco, que praticamente dobrava o preço cobrado hoje, assustou o governo e deixou o Presidente preocupado com a reeleição.
É inegável que o reajuste terá que ocorrer, mas é preciso saber o que Bolsonaro está disposto a sacrificar por isso.

Por esta razão, o Presidente definiu que o reajuste será dos 9,40 para R$ 14,20.
A medida vai ser anunciada na próxima terça-feira, 31 de agosto.
Não está descartado que em setembro, uma nova reunião defina um novo reajuste que aí, seria aplicado a partir de outubro de 2021.
Ou esses valores são aumentados agora, ou as concessionárias da energia não terão como manter os serviços.
A estimativa é que, sem os reajustes, uma dívida de R$ 10 Bilhões seja contraída pela União.
Por isso, todos pagam a conta diluída em amargas gotas.

Esse aumento expressivo da conta de luz, é explicado pela falta de chuvas em todo Brasil.
O país atravessa a pior estiagem dos últimos 90 anos, e sofre seus efeitos.
Ao em vez de investir em energias renováveis e limpas, e que em tese seriam até mais barato, o Brasil acaba insistindo com gerações mais caras.
Como as termoelétricas que são agora, responsáveis por todo esse estrondoso aumento para o bolso dos cidadãos.