Sistema Pegasus foi usado contra 180 jornalistas ao redor do mundo

Por Guilherme Kalel e Eloá Briscker

Do G7 Informe – 19/07/2021 | 8h

O sistema de espionagem Pegasus, é mais uma vez alvo de reportagens de diversos e grandes veículos de comunicação ao redor do mundo.
Um consórcio investigativo com 25 grandes jornais, revelou que 180 nomes de jornalistas de diferentes nacionalidades, estão numa lista que pode ter sido usada para a invasão
pelo Software.
A empresa criadora do Pegasus, dificulta as informações passadas a imprensa porque reitera que não pode revelar a identidade de seus clientes.
Mas confirma, que tem 60 deles espalhados por 40 diferentes países.

O Pegasus foi criado em 2011, para ser usado contra o crime organizado e terroristas.
Mas, a sua criadora não esconde uma revelação de que, desde 2015, o programa vem sendo usado para espionagem de jornalistas, políticos e ativistas ao redor do planeta.
A empresa não revela quem contrata seus serviços, por questões de confidencialidade,
mas o programa se tornou algo perigoso, ainda mais nas mãos erradas.

Uma lista contendo 50 mil números foi acessada pelos jornais que investigam o Software.
Não é possível saber quais foram invadidos, exatamente porque a criadora do programa não revela.
Mas eles sabem, que foi ou está sendo monitorado.

Dos 180 nomes de jornalistas que estão na lista, nem um deles é do Brasil.
Os países que estão sendo monitorados são regimes autoritários, e que estão localizados em outras partes do planeta.

Nesta semana, o jornal The Guardiã, de Londres, promete revelar mais detalhes a respeito do Pegasus e de seu monitoramento.
O jornal, é um dos 25 que fazem parte de um consórcio de investigação que reúne nomes internacionais e que apuram esses dados.
Usar o Pegasus pode parecer fácil.
O programa consegue invadir celulares através de uma chamada de Whatsapp, mesmo que ela não seja atendida.