Economia aquecida – Bradesco e Santander disputam tete a tete o consumidor

Reportagem – Vanessa Rezende

Do G7 Informe – São Paulo 10/07/2021 | 7h

Com a pandemia da Covid-19, muita coisa aconteceu no mercado brasileiro.
Para algumas pessoas e famílias, foi momento de parar e repensar toda a vida financeira.
Outros, decidiram apesar das dificuldades empreender, ou tocar os negócios iniciados, mesmo tendo que se reinventar.
Os bancos privados do Brasil, ao menos 2 deles, ganharam e muito com isso.
O Bradesco, foi campeão nas taxas de financiamento para pessoa física, nos últimos 12 meses.
Os crescimentos foram históricos, nas linhas de financiamento imobiliário,
crédito consignado,
financiamento de veículos e de painéis solares, nova modalidade do banco.
O que também cresceu, foram as operações ligadas a agricultura, impulsionadas pelo banco privado,
que já espera um aumento de 50% em 2021, se comparado a 2020, nesse seguimento.

O Santander por outro lado, investiu também no consumidor mas em outras áreas.
E também viu retorno de cada uma delas.
Esses retornos vem através do crédito em lojas, financiamento de bens de consumo,
e também através de financiamento para produtos de saúde.
O crescimento do banco, foi de mais de 30% nesses seguimentos, de junho de 2020 a junho de 2021.
O banco também espera crescer mais na área até o final do ano.

A venda de seguros do Santander, também disparou.
Aumentaram os seguros de acidentes pessoais, de vida, e os planos de Previdência Complementar.
O banco quer ir além, e estuda mecanismos de ampliação para outras áreas do consumo,
de olho num mercado que tem exponencial para continuar a crescer, destaca o Banco.

Não são apenas Santander e Bradesco que ganharam com os últimos 12 meses.
Outras instituições menores também tiveram ganhos consideráveis.
Nubank, C6, são algumas delas.
Mas essas operações não chegam aos pés, dos lucros e das vantagens obtidas por clientes do Santander e do Bradesco.

A tendência é que, com a alta na vacinação, as coisas comecem a melhorar no Brasil.
Mais obras, mais empregos, um natal aberto de economia reaberta e pessoas nas lojas e com as famílias,
diferente do que ocorreu ano passado, podem impulsionar essas altas de gastos.

Edição – Guilherme Kalel