Nova Constituição – Chile terá líder Indígena presidindo Comissão de Constituinte

Reportagem e Edição – Guilherme Kalel, Do G7 Informe

05/07/2021 | 7h02

Com 96 dos 155 votos possíveis, a intelectual indígena Elisa Loncón, se elegeu Presidente da Constituinte que irá definir a nova Carta Magna do Chile neste domingo, 4 de
julho.
Elisa se mostrou feliz e satisfeita com o cargo, e iniciou seu discurso na sua lingua nativa portando uma bandeira de seu povo.
Depois, falou na linguagem nacional prometendo trabalhos sérios, coesos e plurais.

Ela faz parte de um movimento de independentes, cujo são formados a maior parte dessa assembleia, que tem o poder de elaborar uma nova Constituição para o país, até o ano que
vem.
A Constituinte terá 9 meses de trabalho pela frente, que podem ser prorrogados por mais 3.
Para ser aprovada a nova carta, precisa passar por referendo público obrigatório.

Toda a Constituição do Chile, escrita na época de ditadura, será reescrita.
As únicas coisas que não devem mudar, é o sistema do país, uma República, e os tratados internacionais que já foram assinados.
O resto, os Constituintes poderão propor qualquer tipo de alteração.
Com isso ideias como casamento entre pessoas do mesmo sexo, e direito ao aborto, sejam temas que avancem nas discussões.

O 1º dia de trabalhos da assembleia, foi marcado por confrontos do lado de fora.
Pessoas que protestaram em 2019, foram as ruas mais uma vez.
Agora para pedir a libertação dos ativistas que foram detidos e ainda estão, desde a oportunidade.
Essa Constituinte é resultado de uma escalada de tensão vivenciada no Chile,
que teve seu ápice em 2019 com protestos de rua, marcados pela repressão policial mandada pelo governo.
Os protestos terminaram com um plebiscito, que decidiu por nova Constituição do país, no ano passado.