Absurdo – Secretário de Educação quer aulas obrigatórias em setembro

Reportagem e Edição – Guilherme Kalel, Do G7 Informe

05/07/2021 | 6h

O Secretário de Educação do estado de São Paulo, Rossieli Soares, comprou de vez a briga da escola aberta.
Uma das vozes mais contrárias ao fechamento, sem se preocupar com os danos a saúde dos alunos, agora quer que as aulas obrigatórias presenciais voltem em todo o estado, a partir de setembro de 2021.
De acordo com Soares, nessa época, todas as pessoas adultas do estado estarão vacinadas com a 1ª dose da vacina pelo menos,
e isso é um indicativo de queda na contaminação do novo Coronavírus.

Rossieli disse que as escolas devem trabalhar o final do ano, em um calendário de revisão de conteúdo, voltar para trás, para que voltem a caminhar depois para frente.
A ideia do Secretário é que a partir de setembro, as aulas sejam obrigatórias com 100% dos estudantes em sala de aulas.
E que em 2022, novos conteúdos sejam aplicados.
Até lá, seriam revistos os conteúdos do ano passado e deste, nos meses finais do ano.

Soares não explicou, como faria para que isso não prejudicasse o ensino no ano que vem,
e se estaria disposto a não permitir férias em dezembro, para que desse tempo da revisão pretendida.
Uma coisa é certa,
o Secretário quer as escolas abertas e os alunos dentro das salas de aula.
Para ele e para outras pessoas ligadas a educação e ao governo, os alunos precisam estudar,
a Covid-19 não é motivo suficiente para que se prejudique o futuro desses estudantes, e já se perdeu tempo demais.
Quando teve de parar, as aulas foram suspensas e transformadas em Online,
agora é hora de avançar e seguir em frente.

O que Soares e outros não entenderam sobre a Covid-19
1 – Ela é uma doença traiçoeira que vem em ondas, e o Brasil passou por duas delas com números catastróficos.
2 – Os adultos podem estar vacinados mas as crianças e adolescentes não, o vírus está no ar, não dentro das pessoas, por isso a contaminação pode continuar.
Do mesmo modo que migrou de faixa, de idosos para mais jovens, agora pode migrar novamente atingindo as crianças e adolescentes.
Apesar de, já estar atingindo em grande número esse público.
3 – Uma dose de vacina não garante a imunização, é necessário as duas doses para que uma pessoa esteja verdadeiramente imunizada.
Nem um país do mundo atropelou a Covid como o Brasil pretende fazer, a tempo das compras de natal.
O importante é salvar vidas, mas do jeito correto.
4 – Os profissionais da educação foram vacinados, ou estão ainda sendo em alguns casos.
Mas as crianças e adolescentes se quer tem data de receber a vacina.
Nem existem doses ou vacinas aprovadas para eles no Brasil, e nem na maior parte do resto do mundo.
Por isso, é prematuro essa volta desenfreada e desorganizada que pretende o Secretário.

Com a palavra o governador
O Governador de SP João Doria, tem dito que respeita as decisões do comitê de enfrentamento da Covid-19.
Mas a pressão feita pelo setor da educação, já fez antes esse grupo flexibilizar regras cedo demais.
Se o governador não for firme em suas decisões agora, e barrar a aberração que pretende seu Secretário da Educação, teremos recorde de contaminações e mortes, de crianças e adolescentes, o que seria ainda mais catastrófico do que já é hoje.
Doria, crítico ao governo Bolsonaro quer, ao deixar Soares agir dessa forma, fazer exatamente o que fez o Presidente, ou que queria fazer.
Por todos para trabalhar,
neste caso, pondo todos para estudar, sem a devida imunização.

Obrigatoriedade
A tal obrigatoriedade da presença desses estudantes em sala de aulas, é um tema que pode virar caso de Justiça.
Se o Secretário de Educação insistir com a norma, pais prometem irem aos tribunais, para garantir seu direito de decisão.
A ideia é que, os filhos sejam enviados para o colégio, quando eles se sentirem seguros de fazer isso,
ou seja, quando as crianças e adolescentes receberem a vacina.
Antes, as aulas seriam mantidas Online.