PF abre inquérito para apurar compra da Covaxin pelo Ministério da Saúde

Por Guilherme Kalel, Do G7 Informe

01/07/2021 | 6h

A Polícia Federal abriu nesta quarta-feira, 30 de junho, um inquérito a pedido do Ministério Público, para investigar compra de vacina pelo governo.
O inquérito vai tratar especificamente, da compra e negociação da vacina Covaxin, produzida na Índia.
No Brasil, a imunizante foi intermediada entre o produtor, pela empresa Precisa Medicamentos que seria sua representante.

Há suspeitas de que o contrato tenha sido superfaturado, para que o país pagasse até 1000% amais do que valiam as imunizantes.
Que foram compradas a US$ 15,00 a dose.
A denúncia ainda dá conta, que agentes políticos participaram de uma negociação para encarecer o contrato, e levar propina disso.
O líder da negociação nessa frente, seria o deputado federal Ricardo Barros, líder do governo na Câmara.

O Ministério da Saúde, sabia que o contrato estava irregular.
O Presidente Jair Bolsonaro também foi alertado do esquema, por outro parlamentar, cuja o irmão era servidor da Pasta.
Ele foi um dos que, analisou os dados e descobriu a inconsistência no preço antes anunciado, e o que realmente foi pago pelo governo na vacina.

Hoje, o irmão do deputado perdeu acesso ao sistema do Ministério e foi afastado de seu cargo.
Tudo por fazer a coisa certa, denunciar.
A CPI da Covid-19, ouviu o deputado e seu irmão, que relatam que há corrupção no governo.
E que Bolsonaro foi procurado, tinha conhecimento e nada fez, além de dizer que o contrato era de Barros.

Diversas pessoas, entre empresários e políticos, são citados num esquema,
que pode ter desviado bilhões dos cofres públicos e que coloca em credibilidade, todas as compras de vacinas anteriores feitas pelo Ministério.

Neste sentido, a PF vai apurar esta compra, e pode vir a ver outras se houver necessidade.
O objetivo é saber se houve corrupção, quem foram os responsáveis, e por qual motivo a denúncia não foi apresentada antes.