Colapso – Paraná trabalha mais de 3 semanas com UTIs acima de 100% de ocupação

Por Isabella Peroni, Do G7 Informe

Apesar do número de paranaenses que estão na fila por um leito de UTI na rede pública ter diminuído, hoje são 760 pessoas nessa situação,
a verdade é que o estado ainda não saiu do colapso instalado no sistema de saúde pública.
O próprio Secretário Estadual Beto Preto, confirmou que houve uma ocupação de 100% nos leitos UTI do estado e que essa ocupação, persiste há mais de 3 semanas.
Apesar de todos os esforços do governo, para abrir novos leitos, a demanda tem superado e muito, as vagas que são conseguidas.
Dessas 760 pessoas que estão na regulação por vagas, mais de 400 precisam de um leito de UTI, e o estado não tem como atender a todos.
Duas alternativas são estudadas, mas ainda sem que tivessem qualquer efetividade.
A primeira delas é exportar pacientes para outros estados, que estejam com capacidade de internação menor, e que sejam vizinhos ao Paraná.
Mas deslocar esses pacientes nem sempre é possível, e as vezes pode ser mais prejudicial.
Outra alternativa, seria a compra de leitos no setor suplementar de saúde.
Outro problema, já que a rede privada também está sobrecarregada nesse momento.
E pode recusar vender as vagas, caso prejudique o atendimento aos pacientes dos convênios médicos.

A situação no Paraná é grave, mas poderia ter sido um pouco evitada.
Desde o ano passado, algumas regiões do estado enfrentam falta de leitos para UTI.
Um problema que evidencialmente ficaria pior, quando os casos aumentassem.
Foi o que aconteceu.
Sem ter como atender a todos que precisam, o estado tem que liberar leitos improvisados para que a população não fique sem atendimento.
As Unidades de Pronto-Atendimento, conhecidas como UPAs, funcionam como porta de entrada e até chegam a entubar pacientes mais graves.
Muitos, falecem a espera do leito que não vem.
E isso acontece em todas as regiões do Paraná, sem exceção.