Franca tem médica que cria atestados falsos para pessoas se vacinarem contra o Coronavírus

Por Eduarda Sampaio, Do G7 Informe

18/06/2021 | 8h

Franca acompanha o caso de uma médica, denunciado pelo Portal de Notícias GCN no último dia 11 de junho.
A profissional de saúde comercializava pela internet, atestados falsos para que pessoas pudessem se passar por pacientes com comorbidades e forjar a vacinação da Covid-19.
Não é possível saber quantas pessoas compraram o documento, mas muitas furaram a fila da vacina, pagando R$ 100,00.
Um dos Jornalistas do GCN, que investigou a historia, fez contato com a médica e conseguiu, mesmo sem estar doente, um atestado falso.
Diante da denúncia, o Conselho Regional de Medicina abriu um processo para investiga-la.
Mas ele corre em segredo e não pode ser consultado.

As autoridades de Franca também investigam a médica.
Seu advogado de defesa, falou com a imprensa na última quinta-feira, 17.
E disse que a profissional de saúde é inocente e as acusações são falsas.
Ele disse que ela foi induzida pelo repórter a acreditar que ele tinha uma comorbidade, e que por isso forneceu o documento.
Mas ela nunca vendeu nas suas palavras, um atestado médico.
Apenas atendia pacientes pelo Whatsapp, por conta da telemedicina.

A médica perdeu empregos que tinha na rede privada da cidade, e hoje trabalha apenas na Prefeitura.
Mas a Secretaria de Saúde, já anunciou que um processo administrativo foi aberto para apurar sua conduta.
O advogado da profissional, disse que vai pedir aos vereadores da cidade que criem uma comissão, para investigar.
Ele aponta que há inúmeras irregularidades cometidas por médicos em Franca, enquanto estão correndo atrás da pessoa errada.

O caso dos atestados falsos, que ganhou grande repercussão, é mais uma inversão de valores de Franca.
Enquanto a cidade acompanha a historia da médica que vendia declarações, quem precisa se vacinar contra o Coronavírus não consegue, por conta da burocracia.

Mesmo tendo comorbidades, um paciente que prefere não se identificar, não consegue tomar a sua vacina contra o novo Coronavírus.
A Secretaria de Saúde pediu, que o paciente apresentasse uma declaração que ateste, que ele precisa de uma vacina específica, a Coronavac.
Se ele não apresentar a declaração prescrita por um médico de Franca, que atenda pela rede pública de saúde, ele não terá acesso a vacina em questão.

É importante salientar, que o paciente só pode fazer o uso dessa vacina por orientação médica.
Ele toma anticoagulantes e não pode usar vacinas da Astrazeneca, Pfizer ou Janssen, quando esta última chegar ao Brasil.
O problema é que o paciente se trata fora de Franca, pela rede particular de saúde.