Presidente do Hospital da Caridade, ex-prefeito e ex-assessor, viram réus em processo criminal por contrato fraudulento com a Prefeitura em 2020

Por Guilherme Kalel e Eduarda Sampaio, Do G7 Informe

03/06/2021 | 6h

O Presidente do Hospital da Caridade, o ex-prefeito de Franca Gilson de Souza e um de seus assessores,
se tornaram réus nesta quarta-feira, 2, em um processo por improbidade administrativa na Justiça Federal de Franca.
Este processo, desrespeito a contratos de locação feitos em duplicidade da Prefeitura de Franca com o referido hospital, em 2020.
Para ser mais claro, o hospital foi alugado pelo então Prefeito, para que lá fosse montado o próprio hospital, e assim fossem atendidos pacientes com Covid-19.
Foram gastos cerca de R$ 1,4 Milhões com os dois contratos somados, em um prejuízo aos cofres públicos.

No processo, o Ministério Público Federal, pede que os réus sejam condenados a pagar multa, e tenham os direitos políticos suspensos.
O Hospital da Caridade também ficaria impedido de firmar contratos com a Prefeitura, nos mesmos moldes dos firmados anteriormente que geraram prejuízos aos cofres públicos.

Isso não iria impedir por exemplo, que o atual Prefeito de Franca Alexandre Ferreira, firmasse uma nova parceria com o Hospital da Caridade para atender pacientes com Covid-19, como pretende a cidade.
Isso porque, esse seria um contrato diferente do anteriormente firmado e que estaria dentro da lei.
A afirmação foi feita pela Prefeitura, e por vereadores da oposição do governo, que trabalham para tentar viabilizar o uso do Hospital da Caridade como uma espécie de hospital de campanha.

Em nota, o Instituto Medicina do Além, responsável pelo Hospital da Caridade, destacou que não há condenação proferida contra a unidade ou seu Presidente.
Por isso, o hospital seguirá se manifestando no processo como já tem feito, afim de provar sua idoneidade e inocência.
O ex-prefeito de Franca, não respondeu aos contatos do G7 Informe para falar sobre sua situação no processo em questão.