Pressionado, Prefeito de Franca dá 5 dias para Hospital da Caridade listar melhorias necessárias para operar

Por Eduarda Sampaio e Mariana Maritan, Do G7 Informe

01/06/2021 | 6h

Atualizado | 9h33

Pressionado pela falta de leitos na cidade e a população que carece de atendimentos pela Covid-19, o Prefeito Alexandre Ferreira vai ignorar processos judiciais contra o
Hospital da Caridade.
O Mandatário deu prazo de 5 dias a contar a partir desta terça-feira, 1º para que a diretoria do hospital apresente um plano de funcionamento.
Alexandre quer saber, o que o hospital tem e o que precisa para que possa atender a população.
A unidade de saúde construída no ano passado, tem 2 pavilhões, e a capacidade de atender até 40 pessoas.
Se apertada pode chegar a 60, segundo informações obtidas pela Reportagem do G7 Informe.
Todos os atendimentos de enfermaria, já que o hospital não pode receber leitos de UTI.

A unidade de saúde precisa de um alvará para que possa funcionar como instituição comercial de saúde e não pode funcionar como hospital de campanha.
Isso porque, Franca já tem o AME que está operando nessa modalidade.
Pela proporção de habitantes que a cidade possue, o Estado não permite que a cidade tenha 2 hospitais na mesma modalidade.
O Prefeito precisa saber, quanto de recursos seriam necessários para que o hospital fosse colocado em funcionamento.
Isso inclue contratação de profissionais para atuar, equipamentos que necessitam e insumos para atender aos pacientes.
A partir desses números o Prefeito vai tentar buscar recursos junto ao Estado para abrir a unidade hospitalar.
Se conseguir num prazo de 30 a 40 dias o hospital pode estar funcionando.

Processo judicial
O Hospital da Caridade havia firmado no ano passado, 2 contratos com a Prefeitura para atender a população, na administração de Gilson de Souza.
Na oportunidade foram constatados pelo Ministério Público Federal, irregularidades que geraram um processo judicial.
Dentre elas o desvio de recursos públicos por parte da unidade de saúde.
A diretoria do Hospital da Caridade, gerido pelo Instituto de Medicina do Além, um centro espírita da cidade de Franca, nega.
E diz que responde a Justiça as questões do processo para esclarecer os dados.

Por conta desse processo judicial, Alexandre Ferreira se mostrou reticente inicialmente a firmar um contrato com o hospital.
O risco é que, se ele chegasse a firmar o contrato ele pudesse ser processado no futuro.
Pois a instituição não seria considerada idônea a assumir contratos com o poder público, pelo processo criminal que encara.
Pressionado por vereadores, por parte da sociedade e por entidades assistenciais, o Prefeito acabou indo a uma reunião nesta segunda-feira no hospital.
Além dele, participou também do encontro a Diretora da Divisão Regional de Saúde estadual, em que Franca está inclusa, DRS-8.
O Estado ainda não se manifestou se pretende embarcar nessa, e financiar os leitos para atender a população.
Mas Alexandre está otimista.
Resta esperar e ver ques desdobramentos essa historia terá.

Enquanto isso acontece o colapso na saúde continua em Franca, com mais de 50 pessoas a espera de leitos no Pronto Socorro Municipal.
O grande problema aqui, é que inaugurar o Hospital da Caridade de novo não deve resolver esse problema.
Já que das pessoas no PS, só 22 precisam de leitos enfermaria.
Os demais precisam de UTI, o que a cidade não dispõe nesse momento.
Como a rede particular está sobrecarregada, não há como comprar leitos lá, o que torna a situação mais dramática.