Pandemia divide estados sobre a Copa América, oposição vai a Justiça

Por Guilherme Kalel, Anna Keringger e Lara Castro, Do G7 Informe

31/05/2021 | 18h40

O Brasil amanheceu nesta segunda-feira e descobriu que foi escolhido para ser a nova sede da Copa América de Futebol.
A CBF, o governo federal e a Comebol, haviam acertado os detalhes do evento antes de seu anúncio oficial.
Na tarde de hoje, o Presidente da Comebol agradeceu o Presidente do Brasil Jair Bolsonaro por receber o evento, um dos maiores do mundo do esporte.
Mas eles esqueceram de combinar com estados, com as pessoas, que estão vitimadas pelo novo Coronavírus no Brasil.

As mais de 462 mil mortes provocadas pela doença, fez com que a oposição do governo reagisse ferozmente e com razão, contra a realização do torneio em solo brasileiro.
Esse não é o momento de realizar uma competição desse porte, visto as complicações pandêmicas que tem o Brasil.
Faltam leitos, faltam equipamentos, faltam medicamentos, e nem 30% da população chegou a tomar vacinas.
Ou seja, vai faltar muito para que o Brasil seja ideal a receber uma competição.
Mas para o Presidente Bolsonaro, a CBF e a Comebol, tudo está certo e o país é a sede certa, depois da rejeição de Argentina e Colômbia para o evento.

Os estados brasileiros reagiram ao anúncio da Copa América no Brasil.
RS, Rio Grande do Norte e Pernambuco, disseram não ter condições de realizar o torneio e já vetaram partidas, por intermédio de seus governadores.
Já São Paulo e Bahia, não se opuseram, desde que os jogos sejam realizados sem público.
Ou seja não haveriam lucros para a Comebol, a não ser os comprados com direito de transmissões das imagens.
A oposição prometeu ir a Justiça contra a realização do torneio no Brasil.
Os senadores da CPI da Covid-19, se revoltaram.
O Relator Renan Calheiros disse nesta tarde que foi muito ágil e engraçado ver, como o governo se organizou rapidamente para receber o torneio de futebol, mas levou meses para comprar vacinas.