Empresas vão a Justiça para tentarem abrir no Lockdown

Por Mariana Maritan, Do G7 Informe

31/05/2021 | 6h

Se lixando para as vidas perdidas, as pessoas hospitalizadas ou nem um pouco preocupados com seus funcionários que podem correr risco de contrair a Covid-19, muitas empresas
em Franca foram a Justiça contra o decreto de Lockdown, do Prefeito Alexandre Ferreira.
Na semana passada, 75% das ações que foram protocoladas na Vara de Fazenda Pública do Município foram julgadas e barradas pelo Juiz titular.
Mas no final de semana, quando o forum funciona em regime de plantão e outro Juiz é quem dita as regras, alguns empresários tentaram de novo ou driblar as regras.
Foi o caso do Sindicato de Curtumes do estado de SP.
O sindicato conseguiu no sábado, 29, uma liminar que o permite voltar ao trabalho a partir de hoje, 31 de maio.

A justificativa da Juíza de plantão, é que os curtumes não atendem ao público e que o decreto de Ferreira, cerceia o direito das pessoas de trabalhar e se locomover, portanto
é inconstitucional.
É o que tem dito o Presidente Jair Bolsonaro, em suas andanças pelo país para criticar essas medidas mais restritas no combate a Covid-19.
Quem também tenta driblar as regras, é o Sindicato das Indústrias do Calçado de Franca.
É importante salientar, que o Presidente da instituição até na terça-feira, apoiava o Lockdown e participou de reunião com o Prefeito da cidade.

Ele disse em entrevistas que a medida era difícil, mas necessária nesse momento pelo colapso que Franca atravessa.
No sábado, mudou de ideia.
Ao ajuizar uma ação contra o Lockdown, pediu que fábricas de calçados voltem a ser abertas na cidade porque não atendem o público, e disse que o Lockdown, não tem eficácia
científica comprovada.
Ignorou todos os decretos semelhantes feitos em países da Europa e que deram resultado na queda de contaminação.

Por enquanto, essa ação não foi apreciada pela Justiça e deve ficar para o ser, pelo Juiz titular da vara de Fazenda, Aurélio Miguel Penna.