Governo pretende mudar método de inclusão de pessoas no Cadastro Único Federal

Publicado em: 24/05/2021 | 6h59

Guilherme Kalel, Do G7 Informe

O governo federal brasileiro, pretende realizar uma série de mudanças e a digitalização, no Cadastro Único Federal.
O programa é uma base de dados de pessoas que vivem na linha da pobreza ou extrema-pobreza, e é usado para distribuição de diversos programas sociais, entre eles o Bolsa Família.
A ideia da União, é que com a pandemia e a digitalização das coisas, fosse mais fácil e ágil, permitir a inscrição das pessoas no Cadastro Único, sem que seja necessário um contato presencial com um assistente social municipal.
Hoje, para se cadastrar a pessoa interessada deve procurar um Centro de Referência em Assistência Social, os chamados Cras, de suas cidades.
O cadastramento é feito presencialmente mediante apresentação de documentos.

Famílias que se encaixam em programas sociais, são encaminhadas a eles conforme disponibilidade de vagas.
Pelo método digital, a pessoa conseguiria se cadastrar numa plataforma que já estaria sendo desenvolvida pelo governo,
e o cadastro seria similar ao feito para recebimento do Auxilio Emergencial.

Antes da liberação dos benefícios porém, as pessoas passariam por uma triagem e não deixariam de ter acompanhamento com o Serviço Social de sua cidade.
O contato só seria menor e em outra etapa.

Pessoas ligadas a área social e que integraram governos anteriores ao de Bolsonaro, criticam a iniciativa.
Para a maior parte deles, o contato com o Assistente Social é indispensável para identificar situações de abuso e vulnerabilidade nas famílias.
E se a medida passasse a ser digital, como quer o governo, esse contato tornaria o trabalho de identificação mais difícil.
O governo rebate, e diz que o digital não iria substituir o contato humano, mas sim direcionar as pessoas que podem se cadastrar, para que somente aquelas que tenham direito possam ir ao encontro da Assistência Social física.
Outra questão importante a se salientar, é que a pandemia mostrou que o universo digital veio para ficar na vida das pessoas, e que é preciso se adaptar com essa nova realidade.